• Comitê Brasileiro de Acrobacia e Competições Aéreas Brasil

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UMA VITÓRIA DE TODOS

Após muito esforço e dedicação dos organizadores, pode-se dizer que o Campeonato Nacional de Acrobacia Aérea, organizado pelo CBA, marcou um grande renascimento desse tipo de evento no Brasil. Durante vários dias, os céus da cidade goiana de Rio Verde foram palco de incontáveis voos acrobáticos, realizados por pilotos e aviões vindos de todas as partes do Brasil.

De São Paulo, Paraná, Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso foram chegando todo tipo de aviões. Também uma grande turma veio do Rio Grande do Sul – inclusive trouxeram o Eagle do ARGS voando por mais de mil quilômetros enfrentando temperaturas abaixo de 0º Celsius...


O clima era típico do centro oeste, com ar seco e sem uma nuvem sequer no céu. Como havia decorrido muito tempo desde o último campeonato de acrobacia no Brasil, muitos pilotos estavam bastante interessados em saber qual o nível de refinamento de voo em que se encontravam. E todas as operações realizaram-se em total segurança.

Vale fazer aqui uma menção honrosa ao Denis Schwarzenbeck e ao Villela, que no briefing inicial resolveram dar exemplo e também competir, mesmo sem terem tido tempo de repassar a sequência com antecedência.

 

A nota tônica do evento foi o espírito de equipe: muitos pilotos que competiram também doaram seu tempo ajudando a julgar outras categorias, e outros também se ofereceram como voluntários para cuidar da retaguarda.

 

Compareceu o veterano Fernando Paes de Barros, que contribuiu para orientar juízes e transmitir experiência de campeonatos internacionais. Ajudando a agregar experiência, também estiveram presentes o Chico Ledur e Lidio Bertolini, aviadores de grande talento. E a orientação geral ficou a encargo do Francis Barros, que está em clima de campeonato mundial, do qual participará em outubro.

 

Como pilotos safety, estavam o Hernani Dippolito e o Marcão Geraldi, que acompanharam diversos pilotos que ainda não tinham o recheque de licença acrobática (cumprindo os requisitos da ANAC). E por falar em ANAC, dois fiscais estiveram presentes o tempo todo – mas entenderam perfeitamente o espírito profissional da coisa, e acompanharam o evento em clima de colaboração. Houve vistoria mecânica das aeronaves competidoras, que foi feita em combinação com o CBA, com o fim de tornar o campeonato o mais parecido possível com as competições no exterior – lá também são feitas essas vistorias. E vale ressaltar que ninguém teve problemas com relação a isso: todos os aviões estavam em perfeito estado.

 

Muitos pilotos competidores também voaram graças àqueles que contribuíram emprestando seus aviões – destaque para o Villela que emprestou para vários pilotos seu Super Decathlon, e para a família Venson, que também emprestou seu Decathlon. O Eagle do ARGS também foi voado por vários pilotos do Sul.

 

No solo, cuidavam da ordem de voo, preparação dos pilotos, e controle do tráfego no rádio o Sepé Barradas e Ricardo Soriani - foram peças fundamentais para ajudar a fluir as categorias. E ajudando a dar a sintonia com os campeonatos da FAI, o Oswaldo Guerra providenciou o CIVA Fair Play System, mesmo software utilizado para organizar os campeonatos nos EUA e Europa.


Para animar o evento e orientar o público, esteve presente o Vadico, o mais experiente locutor de eventos aeronáuticos do Brasil.

 

Além disso, durante os briefings foi feito um esforço para ouvir as críticas e sugestões de todos, e os eventuais lapsos ocorridos certamente servirão de aprendizado para que os próximos campeonatos sejam ainda melhores.

 

E uma ideia que vem crescendo é a de que, a partir de agora, a cada ano deverão ser organizados campeonatos regionais e 1 campeonato nacional, da mesma forma que já é feita nos países de vanguarda da acrobacia.

 

Ao final da competição, a sensação que ficou é a de que, de alguma forma, todos os participantes saíram ganhando, e os únicos que ‘perderam’ são aqueles que por algum motivo não puderam ir!  

 

O pódium ficou ocupado assim:


BÁSICA

 1Mario Perdomini LaraChristen EaglePP-ZRS541,70542,081083,7786,014
 2Marcelo MenegattiDecathlonPP-ZPA504,39497,921002,3179,548
 3Ricardo ConteRV-7PR-ZRC481,72517,70999,4279,319


ESPORTE

1Camilo FreitasChristen EaglePP-ZRS1219,411290,962510,3780,980
 2Filipe RafaeliDecathlonPP-JVK1131,371325,152456,5279,243
 3Eduardo Lopes VensonDecathlonPP-ZPA1212,881237,192450,0779,035


As categorias seguintes tiveram 1 competidor em cada, e deveriam obter ao menos 60% da pontuação sob pena de desclassificação. Todos conseguiram ultrapassar com folga essa nota de corte.


INTERMEDIÁRIA

1Alexandre VensonExtra 230PT-ZUN1400,671421,581439,334261,5874,896


AVANÇADA

1Robson André TextorPitts S-2CPR-ZXS2193,422021,332605,426820,1775,029


ILIMITADA

1Francis BarrosSukhoi 31PT-ZSV3080,423073,253207,179360,8371,951


O piloto Francis Barros foi quem levou o troféu principal, confeccionado em homenagem ao nosso saudoso amigo Haroldo Almeida dos Santos Juka.

O resultado com a pontuação e colocação de todos pode ser visto aqui.

 

E para ver mais imagens do evento, clique aqui.

 

Fica aqui o agradecimento à família Textor, especialmente ao André, que organizaram uma infraestrutura de tirar o chapéu!

E também à Prefeitura de Rio Verde, que patrocinou amplamente o evento, juntamente com a BR Aviation, deixamos aqui a nossa gratidão!

Até a próxima!


Foto: Paulo Müller


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