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CONVERSANDO COM OS ACROBATAS 2015 - III - CAMILO FREITAS

Entrevista com Camilo Freitas, o primeiro colocado na Categoria Intermediária no Campeonato Nacional CBA-AFA 2014. Na ocasião, ele voou um Christen Eagle II, PP-ZRS.

 

01 ) Como foi, na sua opinião, o campeonato brasileiro em Pirassununga?


O campeonato foi um sucesso total, e para mim foi a realização de um sonho: poder circular,conviver e usar toda a estrutura da Esquadrilha da Fumaça era algo que eu jamais poderia imaginar...deixo aqui meu agradecimento a todos os envolvidos nesse evento maravilhoso.

 

02) Como foi o seu desempenho?


Realmente eu não tenho do que reclamar do resultado,foi ótimo. Já o meu desempenho ficou abaixo do que eu esperava. A ansiedade e a gana me fizeram extrapolar as velocidades e os Gs com os quais eu havia treinado, o que acabou "matando" o avião. Sem dúvida isso baixou a média das notas. Na sequência desconhecida tratei de relaxar e entrar de "sangue doce". Acho que funcionou demais, acabei zerando a figura 1.... (risos)

 

03 ) Como foi o seu treinamento para o campeonato? Você modificou alguma técnica de treinamento?


O treinamento para este campeonato foi menos intenso, mas com foco na qualidade. Todos os voos foram vistos por alguém da equipe. Usei uma filmadora on-board, pois ajuda muito, sobretudo quando aliada aos comentários dos colegas.


04) Quais foram as maiores dificuldades que você encontrou?


Acho que as minhas dificuldades são as mesmas da grande maioria: tempo e dinheiro.


05) Como foi participar nessa nova categoria? Você acha que tomou a decisão certa de subir de categoria?


Tudo era novidade. O fato de voar mais a ‘free’ e a ‘desconhecida’ faz o piloto ter que mudar o "chip" muito rápido.
Sem dúvida foi uma decisão boa trocar de categoria ,aprendi muito mais. Figuras que eu jamais imaginaria fazer, hoje se tornaram mais familiares.

 

06) O que você diria para alguém que está pensando em subir de categoria?


Que, caso se sinta preparado, que troque de categoria. De nada adianta ficar anos na mesma categoria e ficar perdendo para pilotos estreantes do Rio Grande do Sul. Escute seus amigos pilotos, eles normalmente sabem se você está apto para subir de categoria.

 

07) Quais são os seus projetos agora?

O foco agora e direcionar tempo e grana para acabar o nosso pitts  para podermos usar ele em 2016.


08) Qual é a sua maior dificuldade na acrobacia aérea agora? Como pretende superá-la?


A maior dificuldade agora é encontrar tempo, ainda mais que o foco agora é terminar um avião (Pitts) que estamos reformando. 


09) Tem algum conselho para alguém que pretende praticar acrobacia aérea ou que esteja começando?


Para os que já sabem acrobacia, que procurem um bom treinador. Tem muitos caras dispostos e de alto nível no Brasil. 
E para quem está começando que estude bastante e que também procure um bom instrutor.

 

10) Como você vê o futuro da acrobacia aérea? E a brasileira?


Eu sou novo no meio acrobático, mas acho que hoje o Brasil vive a sua melhor fase na acrobacia. Mas acho que é só o início de uma nova era: máquinas maravilhosas sendo importadas; pilotos evoluindo muito de um ano para o outro; mais de um piloto em competições internacionais. Sem contar que há vários outros que também poderiam estar competindo lá fora e ajudando a trazer bagagem de conhecimento e experiência para dividir conosco.

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